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O maior inimigo da diversidade é o RH



Vou te provar em exemplo agora sobre o que estou falando e te mostrar como nós da DiverCidade nascemos para mudar essa realidade.

Recrutamento e Seleção: A área que nós ouvimos sobre ser a mais importante, a que escolhe as pessoas que farão a diferença na empresa... A área que remove candidatas por serem mulheres, a área que anota em papel "preta demais", a área que recusa por ser mais 30 anos, a área que troca áudios (que foram vazados) sobre apenas contratar pessoas bonitas. Não acaba aqui, infelizmente. O recrutamento é composto em suma maioria por pessoas que acabaram de entrar na empresa, sem preparo nenhum com gestão de pessoas, sem habilidades de análise comportamental, sem leitura corporal, sem saber extrair informações. A prova disso? O candidato precisa impressionar os recrutadores. E faz sentido, porque os recrutadores não sabem ler um candidato.


Treinamento e Desenvolvimento: Uma das que eu particularmente acho menos pior, mas ainda assim, repleta de erros. A área de T&D é a área responsável por buscar na empresa o link entre as metas e os gaps entre a realidade e a meta. É a área que deveria ser o combustível de performance dos colaboradores, capacitar eles para superarem desafios que já existam e que possam existir e assim manter a empresa rodando, lucrando e desenvolvendo pessoas. Lindo né? Mas corta disso pra um treinamento animado com personagens que não deveriam ser utilizados desde 2004. Metodologia de ensino? Não existe. Abordagem multidisciplinar? Não existe. Relatórios que indiquem potências e fragilidades? Não existem. Uma área que foi reduzida a verificar treinamentos obrigatórios, enviar invites de treinamentos ao vivo e lutar até a morte para convencer as pessoas a fazerem o número de treinamentos que está na meta. 


Cultura: Ah a área de cultura... Tão conceituada entre os que não entendem de cultura organizacional... Mas infelizmente é mais um conto colorido no mundo cinzento das empresas. A área responsável por criar uma cultura na empresa e fazer gestão da mesma é uma área que necessita ter uma visão pra além do RH nuclear, mas uma visão de negócios, de mercado, uma visão de como impulsionar as pessoas de diferentes áreas em um conjunto de crenças e comportamentos que as mantenham em um movimento sadio e produtivo. Infelizmente, resumimos a área de frases de efeito, adesivos com os valores na parede e com colaboradores no corredor, amplamente frustrados, criticando a falta de coesão entre os adesivos coloridos e as suas realidades no dia a dia de trabalho.


 BP: Por fim, a área de BPs, a área de intermédio entre as pessoas e as áreas, a área que tem as definições de cargo mais abstratas e variáveis. BPs podem ser quem menos ganham e podem ser quem são parceiros acionistas das empresas. Descritos como os consultores que precisam garantir a execução do plano de negócios, a área de BP tende a ser a área mais anti-conflito de todas, porém não no bom sentido. Naturalizou-se no RH em geral, mas primariamente na área de BP o fingir que tá tudo bem e atuar sempre com um sorriso positivo no rosto. Positividade forçada não gera resultados, não corrige rota de forma estratégica, não abre margem para melhoria e não serve de nada além de proteger cargos antes que alguém perceba a falta de funcionamento.



Vamos agora para diversidade! 

Pense em toda essa estrutura fragilizada que eu lhes apontei e pense a inserção do tema de diversidade e inclusão, seja como uma nova área ou seja como uma atuação transversal. A primeira coisa que podemos pensar é no caos. Os profissionais de DEI são um assunto a parte que também irei criticar, mas isso fica para outro texto.


No momento vamos nos ater no tema inicial. Quando entramos com diversidade e questionamos o recrutamento "cadê as pessoas pretas?", inevitavelmente já estamos expondo uma falha na equipe. Quando questionamos T&D sobre acessibilidade, também. Quando questionamos a área de cultura sobre conduta, treinamentos de implementação da cultura proposta, também. A área de diversidade entra no RH e automaticamente expõe tamanha bagunça. O movimento inevitável que se toma é a área de RH tentando transformar a área de D&I em um área de mínimo funcionamento tal qual o resto, porque assim evitamos frustrações.


É por isso que nós da DiverCidade somos mais do que uma empresa, somos um movimento.

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